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1º de maio marca defesa do emprego, direitos, democracia e da vida

Por: Aline Rossi29/04/2022 18:14

Dia do Trabalhador terá atos por todo o país. CUT transmite o evento de São Paulo em suas redes sociais

Foi no século XIX, início do século XX, que os trabalhadores norte-americanos iniciaram um movimento pela redução da jornada de trabalho. A época, era de 16, 14, 12 horas de trabalho diárias. Tudo isso, sem direito a descanso remunerado, férias, aposentadoria, seguro acidente ou seguro doença.

No dia 1º de maio de 1.886, cerca de 240 mil trabalhadores dos EUA cruzaram os braços e exigiram a implantação da jornada de oito horas por dia. Cinco anos depois, a II Internacional Socialista aprovou no Congresso de Bruxelas que todo o dia 1° de maio haveria manifestação dos trabalhadores em todos os países do mundo.

De lá para cá, o movimento se intensificou e as bandeiras foram ampliadas. A luta segue intensa e, atualmente, é preciso juntar forças para garantir condições de trabalho e renda que permitam ao trabalhador, ter uma vida digna.

Precarização

O avanço da tecnologia mudou nosso comportamento. Hoje, na palma da mão, você faz compras, visita museus, conhece países, consulta seu extrato bancário e até pede uma comida ou um carro para te levar onde você quiser.

Para poucos, essa evolução permitiu uma maior qualidade de vida. Para muitos, precarizou as condições de trabalho. De acordo com o IBGE, em março deste ano, 34,6 milhões de brasileiros trabalhavam sem carteira assinada. Sem nenhum direito trabalhista.

Outros 38,3 milhões foram empurrados para a informalidade. O Brasil conta atualmente com 12 milhões de desempregados.

Os números são prova cabal de que “alguma coisa está fora da ordem”, como diz Caetano Veloso em sua canção Fora da Ordem.

A precarização das condições de trabalho são hoje, uma dura realidade.

Atos pelo país

CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, e Pública, se juntaram para organizar, em São Paulo, ato para celebrar o 1º de maio com o tema “Emprego, Direitos, Democracia e Vida”.

“Mais do que celebrar a data, precisamos valorizar essa conquista que é nossa, dos trabalhadores, e debater saídas para aumentar o emprego e renda da população. Tudo isso, com qualidade de vida e direitos garantidos”, afirma a Coordenadora do Comitê em Defesa das Empresas Públicas e Conselheira eleita para o Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.

O ato em São Paulo será na Praça Charles Muller, no Pacaembu, a partir das 10h. O evento será transmitido ao vivo pelo Youtube e Facebook da CUT, das entidades filiadas e das centrais sindicais; e pelo Youtube da TVT (Youtube.com/redeTVT). 

Outros atos estão programados para acontecer em todo o país. Acesse www.cut.org.br e confira as cidades, locais e horários.

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