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Bancos públicos brasileiros em debate no Fórum Social Mundial

Por: Imprensa29/01/21 11:51

Mesa reuniu representantes de várias entidades e as conselheiras Rita Serrano (Caixa) e Débora Fonseca, do Banco do Brasil, que hoje (29) está paralisado para denunciar desmonte

A oficina “Defesa da Caixa e do Banco do Brasil frente aos ataques neoliberais do governo Bolsonaro”, integrante da programação do 20º Fórum Social Mundial, foi realizada ontem (28) com a participação de representantes de entidades como a Fenae, Contraf/CUT, sindicatos bancários e conselheiros eleitos pelos trabalhadores nestas empresas públicas, como Rita Serrano, pela Caixa, e Débora Fonseca, do Banco do Brasil.

O encontro ocorreu às vésperas de uma paralisação nacional no BB, justamente para denunciar o desmonte que vem sendo promovido na instituição centenária pelo governo federal. “Temos que conscientizar a sociedade que o ataque não é só contra o funcionário do BB”, apontou Débora, lembrando que o banco é um dos maiores financiadores do agronegócio e agricultura familiar, e destruí-lo é fazer, por exemplo, com que se pague mais caro pela alimentação, ou que aumentem as desigualdades regionais em localidades onde é a única instituição financeira presente.

Já a conselheira Rita Serrano, que também coordena o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, manifestou apoio à paralisação no BB, lembrou da importância do Fórum Social Mundial em contraposição ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, destacou o papel da Caixa durante a pandemia e denunciou que o governo pretende usar toda a inovação tecnológica desenvolvida no período para criar outra instituição financeira, que está sendo tratada como “banco digital”, para privatização.

Ela também apresentou propostas para defender os bancos públicos, entre as quais organizar ações específicas com bancários e entidades representativas, retomar audiências públicas em assembleias legislativas e câmaras municipais, denunciar as investidas de privatização do governo à sociedade e parlamentares, organizar debates para esclarecer o papel desenvolvimentista destas empresas e procurar empresários que hoje também reclamam da falta de crédito. “O diagnóstico nós já temos, e agora precisamos agir rapidamente em defesa do patrimônio público, porque o BB ou a Caixa não são desde ou daquele governo, são do povo brasileiro”, afirma Rita.

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