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Caixa anuncia novos vices; dois deles não são empregados do banco

Por: Imprensa07/11/18 10:04

Nomeados são egressos de bancos como Santander e Fator e vão reforçar cultura privatista que se tenta impor à instituição

 

Caixa anuncia novos vices; dois deles

não são empregados do banco

Nomeados são egressos de bancos como Santander e Fator e vão reforçar cultura privatista que se tenta impor à instituição

A Caixa acaba de anunciar a escolha de quatro novos vice-presidentes nas áreas de Governo, Corporativo, Habitação e Fundos de Governo e Loteria. Os dois primeiros não são empregados e vêm do mercado, seguindo a alteração ocorrida no estatuto do banco neste ano. Para a coordenadora do Comitê e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA), Rita Serrano, que votou contra a mudança, essas contratações reforçam a cultura privatista que se tenta impor à gestão da instituição.

“O ideal seria a escolha de empregados da Caixa, valorizando a carreira, a experiência em gestão pública que detêm e a transparência dos concursos públicos”, explica. O processo de seleção foi coordenado por empresa de recrutamento, mas a decisão final é dos representantes da Fazenda no CA. O novo responsável pela vice-presidência Corporativo é o economista João Eduardo de Assis Pacheco que, entre outras instituições, atuou no Santander, Safra e Mercantil de Investimentos. No Governo assume o também economista João Carlos Gonçalves da Silva, que trabalhou na SPDA (Companhia São Paulo de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos), da Prefeitura de SP, banco ABC Brasil e banco Fator, assessor técnico em privatizações como no caso da Cedae, no Rio.

Os outros dois vices são empregados da Caixa: Jair Luis Mahl (Habitação) e Roberto Barros Barreto (Fundos de Governo e Loterias). Ambos ocupam hoje cargos de diretores-executivos. “Há mais de 30 anos os cargos de diretores têm sido exclusivamente ocupados por empregados do banco, mas agora isso deve mudar, porque foi aprovada uma nova alteração estatutária na qual as áreas Jurídica, Auditoria e Corregedoria poderão contar com contratados externos. Também votei contra essa alteração, porque, com isso, vai se descaracterizando a gestão pública e se implantando uma cultura de empresa privada no banco, atingindo pessoas e serviços”, alerta a representante do CA.

Rita lembra que os valores dos bancos públicos são muito diferentes daqueles do mercado, tanto como indutores do desenvolvimento econômico e social quanto nas relações com os seus trabalhadores. “A Caixa tem apresentado bons resultados nos últimos anos sem abrir mão de sua atuação como banco público, gerenciando programas sociais que ajudaram a reduzir as desigualdades no País e obras de infraestrutura que não interessam à iniciativa privada, por seu retorno de longo prazo. São valores inerentes a uma cultura que não pode ser abandonada ou desvalorizada em detrimento de interesses do sistema financeiro privado”, destaca Rita Serrano.

 

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