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Correios: julgamento no TST ignorou retirada de direitos; trabalhadores avaliam decisão em assembleia

Por: Imprensa22/09/20 12:00

Greve da categoria já dura mais de um mês; para Fentect, Judiciário voltou a agir como porta-voz da empresa e governo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou ontem, 21, o dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, em greve há mais de um mês, e determinou o retorno ao trabalho com reajuste de 2,6%. Para a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), a decisão revela que o Judiciário voltou a agir como porta-voz dos Correios, compactuando com a retirada de direitos históricos da categoria.

Em nota divulgada após o julgamento, a federação destaca que, durante todo o processo de negociação, os Correios mostraram total intransigência em dialogar, mantendo firme o ataque à retirada das cláusulas previstas no último acordo coletivo - que teria vigência até 2021 caso a ECT não tivesse ignorado decisão do TST e buscado no STF meio de intervenção contra a classe trabalhadora.

Para a Fentect, essa decisão, muito embora traga um reajuste inferior ao justo a partir de perdas salariais com a inflação, não contempla a categoria porque mantém ataques a direitos duramente conquistados por anos. A própria relatora, ministra Kátia Arruda, votou para que todos os benefícios fossem mantidos, tendo em vista as comprovações de que, ao contrário do que alega a direção da empresa, a ECT contabilizou lucro. Ela ainda se disse surpresa, em anos de atuação no TST, por ver uma empresa propor retirar TODAS as cláusulas e direitos. Mas, avalia a Fentect, a ministra foi vencida pela rede de apoiadores do governo Bolsonaro dentro do Judiciário brasileiro, que segue “a serviço do grande capital, pelo sucateamento da máquina pública e contra a classe trabalhadora”.

“É inadmissível a retirada de direitos estabelecidos no acordo coletivo. A intenção é justamente a de sucatear para depois privatizar, e já há empresas se mostrando interessadas na compra dos Correios, uma instituição secular que presta um serviço importantíssimo para a sociedade brasileira. Por isso, seus trabalhadores e entidades representativas têm todo nosso apoio”, destaca a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano. A Fentect orienta todos os seus sindicatos a manter a realização de assembleias na tarde e noite desta terça, 22, como inicialmente previsto, para que os trabalhadores possam analisar a proposta e decidir de forma coletiva e democrática sobre o resultado do julgamento.

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