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Greve dos petroleiros chega ao 12º dia

Por: Imprensa12/02/20 13:58

Movimento representa primeiro grande enfrentamento de trabalhadores ao governo Bolsonaro; funcionários da Petrobras elegem representante no CA

A greve nacional dos petroleiros entra hoje, 12 de fevereiro, em seu 12º dia. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) o movimento conquista novas adesões no Sistema Petrobrás e já mobiliza 50 plataformas em cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espirito Santo, Ceará e Rio Grande do Norte. São 108 unidades em greve em 13 estados, com mais de 20 mil petroleiros mobilizados.

Iniciada em 1 de fevereiro esta já é a greve mais importante da categoria desde 1995, quando os petroleiros cruzaram os braços por 32 dias. A greve foi deflagrada para tentar evitar a demissão em massa dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e suspender as medidas unilaterais da empresa que violam o Acordo Coletivo de Trabalho.

Para a FUP a direção da Petrobras poderia resolver o impasse aceitando negociar com a entidade que representa os trabalhadores, mas prefere o confronto. Além de criminalizar o movimento perante o judiciário, a empresa bloqueia o acesso dos petroleiros às unidades, impedindo a categoria de cumprir a liminar que a própria empresa obteve junto ao Tribunal Superior do Trabalho. As retaliações incluem ainda descontos nos contracheques, o que só aumenta a indignação da categoria.

“Os petroleiros estão de parabéns em sua jornada para defender direitos e a empresa pública. Estão organizados e representam o primeiro grande enfrentamento de trabalhadores a este governo, que desde o início vem atacando categorias e demonstrando sua intenção de precarizar para privatizar. Tivemos ainda a greve na Dataprev, a da Casa da Moeda e a organização de movimento similar nos Correios. E manifestações de empregados da Caixa, Banco do Brasil e servidores públicos, o que mostra o descontentamento com esse governo e a capacidade de reação”, aponta a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano.

Um pouco da história da Petrobras e da categoria petroleira pode ser conhecido no vídeo “Bem Maior”, do movimento "Sem a Nossa Energia Não Rola” em parceria com a ABCP - Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros, disponível no link https://youtu.be/OS1DAtqNOlo

Nesta quinta, 13, também acontece no Rio de Janeiro uma passeata em defesa da greve e contra a privatização da Petrobras (imagem).

Conselheira – Mesmo em meio à greve, os petroleiros foram às urnas e elegeram a geofísica Rosângela Buzanelli como representante dos empregados no Conselho de Administração da empresa. Rosângela, que está há 33 anos na estatal, tem o apoio da FUP. Ela defende uma Petrobras pública, integrada e indutora do desenvolvimento do País, critica o foco demasiadamente voltado para o retorno aos acionistas e questiona a escolha da petroleira de se concentrar na exploração e produção de óleo e gás.
“Há um desmonte, um fatiamento e apequenamento da Petrobras, que tem responsabilidades sociais. A visão da empresa hoje é de uma empresa privada”, destacou, em entrevista ao jornal Valor. “Está indo na contramão das ‘majors’ (as grandes petroleiras globais), que vão no sentido da integração e renováveis. Deveria estar investindo mais em geração de energia da maré, eólica, mas está na contramão da tendência do setor”, apontou.
A eleição de Rosângela também foi comemorada pela coordenadora do comitê, já que também ela integra um conselho de administração de empresa pública – no caso, a Caixa. “É muito bom saber que aumenta a participação feminina nos conselhos, que hoje não passa de 10% no País”, afirma Rita Serrano.

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