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No CA, Rita Serrano questiona reestruturação na Caixa; banco deve anunciar balanço hoje

Por: Imprensa19/02/20 10:01

Conselheira destaca necessidade de debate sobre as mudanças com o movimento sindical e pede atenção aos resultados da empresa, que se distancia de seu papel como banco público. Confira detalhes no podcast

 

 

A Caixa anunciou que poderá divulgar ainda hoje (19), por volta das 17h30, seu balanço 2019. O banco, que passa por processo de mudanças em sua área de Varejo, deve apresentar resultado bastante positivo, mas, alerta a conselheira Rita Serrano, é importante observar que esses números se sustentam principalmente pela venda de ativos da empresa, que vem perdendo espaço no mercado de crédito e distanciando-se de seu papel de banco público. Rita, que participou da reunião do Conselho de Administração na última segunda, 17, aborda o tema em podcast (link abaixo), assim como a questão da reestruturação, embora no âmbito do CA apenas a criação das superintendências nacionais tenha sido pautada – a análise da íntegra do processo é prerrogativa do Conselho Diretor.

“Não tenho instrumentos de gestão para avaliar se essa reestruturação é ou não a mais adequada para a rede, mas entendo que por ser a área mais importante, atingindo quase 60% dos empregados, deveria ser feita com cautela e tempo para a discussão com empregados e o movimento sindical”, aponta. Apesar da limitação ao tema, a conselheira apresentou vários questionamentos sobre as mudanças durante a reunião no CA, como o já citado açodamento na implantação, possível piora no atendimento, exclusão dos cerca de 45 milhões de desbancarizados no País e, claro, as condições de trabalho para os empregados, de forma geral e em funções específicas, a partir de questões encaminhadas à conselheira via rede social. “Há uma contradição quando se fala em novo PDV e sabemos que o banco conta com 20 mil empregados a menos desde 2015. A questão não é o PDV, mas a falta de contratações”, alerta.

A Contraf-CUT obteve na Justiça liminar que suspendeu o início da implantação de mudanças envolvendo alterações geográficas e financeiras dos trabalhadores. O prazo concedido foi de 15 dias para manifestação da Caixa, e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE) continua a cobrar do banco uma negociação efetiva sobre a reestruturação. Na avaliação da conselheira a expectativa é de que essa negociação ocorra e que possíveis desvios do processo sejam corrigidos, como o próprio banco informou. “A reestruturação é mais um passo para esvaziar a empresa e promover sua privatização, ainda que o governo negue. Terá forte impacto também na vida da maioria dos empregados, e é fundamental que seja discutida”, destaca.

Recentemente a Caixa se desfez de R$ 15 bilhões em ativos, vendeu ações da Petrobras, do BB, do Instituto de Resseguros do Brasil, o IRB, fez o leilão da Lotex e prepara para esse ano a privatização de operações fundamentais nas áreas de seguros, cartões e loterias. “É evidente que o banco está sendo privatizado. O governo só não admite por conta da opinião pública, já que pesquisas revelam que os brasileiros não querem a privatização, especialmente quando se trata da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa”, acrescenta a conselheira.

 

 

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