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Oposição lança cinco frentes no Congresso contra a privatização do setor elétrico

Por: Imprensa04/07/19 12:13

Para o Coletivo Nacional dos Eletricitários - CNE, o lançamento representa um marco na resistência à privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina

Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados lançaram ontem (3) cinco frentes relacionadas ao setor elétrico. O evento foi um ato político para promover o conjunto de frentes com uma causa comum: a luta contra a privatização do setor.

Segundo informações da Agência Câmara, duas frentes já tinham sido instaladas neste ano: a da Defesa da Eletrobrás e do Setor Elétrico (com 205 deputados) e a da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), com 213 deputados. Ontem foram lançadas outras três, que serão instaladas nos próximos dias: a de Defesa da Eletrosul; de Defesa do Setor Elétrico Brasileiro, e a Parlamentar Mista em Defesa da Eletronorte.

Para o Coletivo Nacional dos Eletricitários - CNE, o lançamento das frentes em defesa do setor elétrico estatal é um marco na resistência à privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina. Segundo Fabiola Latino Antezana, participante do coletivo nacional, “graças ao trabalho dessas frentes, no passado, conseguimos impedir a privatização da Eletrobras. E mais uma vez iremos fazer esse debate junto ao Congresso Nacional, mostrando que a Eletrobras é muito mais do que uma empresa geradora e transmissora de energia. Ela é um vetor de desenvolvimento social, inclusão social, executora de políticas públicas em locais onde o Estado não logrou chegar”.

De acordo com representantes das frentes parlamentares não existem razões para o Estado brasileiro se desfazer das companhias de energia. O valor do sistema Eletrobrás no mercado é avaliado em 400 bilhões de reais. Em 2018, a companhia lucrou 13 bilhões de reais. O governo alega o lucro obtido no ano passado foi possível graças à redução de gastos de contratos com a usina nuclear de Angra 3 e a venda de subsidiárias de distribuição de energia deficitárias, mas os parlamentares rebatem dizendo que a visão do Planalto é limitada e não contempla a importância do sistema no longo prazo.

Veja a seguir os nomes das cinco frentes e os parlamentares que coordenam cada uma delas:

– Defesa da Eletrobrás e do Setor Elétrico, com Henrique Fontana na coordenação (PT-RS);
– Defesa da Eletrosul, coordenada por Pedro Uczai (PT-SC);
– Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro, coordenada por Erika Kokay (PT-DF);
– Frente Parlamentar Mista em Defesa da Eletronorte, com Zé Carlos (PT-MA) na coordenação; e
– Frente Parlamentar em Defesa da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), coordenada por Danilo Cabral (PSB-PE).

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