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Pressão breca privatizações dos golpistas; objetivo agora é esclarecer os eleitores

Por: Imprensa19/09/18 07:25

Governo só conseguiu tirar do papel 30 projetos privatistas; 50 vão depender do projeto que será eleito para o País

O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas divulgou, recentemente, estudo de sua assessoria legislativa apontando a paralisação dos processos em andamento de desestatizações. Agora, levantamento feito pela mídia comercial reforça que, de 100 projetos de privatização previstos para esse ano, só 30 saíram do papel e outros 50 vão depender de decisão do próximo governo.

Embora se atribua o fato à burocracia e incertezas políticas e econômicas, o mérito (e para quem defende a empresa pública só pode ser considerado assim) tem que ser creditado também à força das entidades e movimentos que vêm resistindo bravamente à onda privatista, reunidas no Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. “Todos nós estamos de parabéns. Embora a luta seja gigante, conseguimos interromper alguns desses processos com nossa determinação e centenas de iniciativas pelo Brasil”, aponta a coordenadora do comitê Rita Serrano, que também representa os empregados no Conselho de Administração da Caixa.

Entre tantas ações desenvolvidas está a campanha nacional “Se é público, é para todos”, que ganhou repercussão até na Argentina; a realização de debates e seminários em todas as regiões do País, em sindicatos, associações, fóruns legislativos, universidades e demais espaços abertos à discussão democrática; o lançamento de livros sobre a temática e muita divulgação especializada para informar as categorias e sociedade em geral.

De acordo com o levantamento divulgado, entre os projetos que saíram do papel a maioria está no setor de energia e petróleo. Nenhum leilão de rodovias, ferrovias ou aeroportos ocorreu nesse ano. Pelo último cronograma divulgado pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, 91 projetos do programa de privatizações seguem em andamento, e a previsão é de que 38 serão concluídos em 2018; ou seja, pelo menos 53 ficam para o próximo presidente.

Entre os projetos que passaram a não ter mais data prevista estão as privatizações da Eletrobras, da Casa da Moeda, da Casemg e da CeasaMinas; a venda da participação da Infraero nos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Confins e a concessão da Lotex, da Caixa, além de mais de 30 empreendimentos na área de rodovias, ferrovias e terminais portuários. “Nossa luta valeu e vale a pena. Agora temos que focar nas eleições e ajudar a esclarecer o eleitor para que escolha representantes que respeitem seus direitos, que defendam a soberania do Brasil e que preservem e valorizem os bens, empresas e patrimônio públicos dos brasileiros”, aponta Rita.

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