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Série de entrevistas com candidatos prossegue nesta quinta, 6, com Fernando Haddad

Por: Imprensa06/09/18 09:37

Entidades ligadas ao Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas encaminham questionamentos; participação é aberta e perguntas podem ser feitas via WhatsApp

A série de entrevistas com candidatos à presidência realizada pelo Congresso em Foco e canal My News prossegue hoje (6) com Fernando Haddad (PT). O horário da entrevista, ao vivo, e que pode ser acompanhada via internet (site, facebook, youtube dos veículos) foi antecipado para as 15h30.

Ontem, os jornalistas entrevistaram três candidatos: Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e Guilherme Boulos (Psol). Representantes do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e entidades que o integram acompanharam em estúdio a programação, encaminhando questões aos candidatos. Participaram Rita Serrano, coordenadora do comitê (que hoje também acompanha a entrevista de Haddad) e Clotário Cardoso, representando a Fenae.  

A pauta das entrevistas incluiu, de modo geral, temas como o desenvolvimento do País, questões econômicas e estruturais do Estado e combate à corrupção. “O debate é sempre positivo, especialmente se aberto à participação de diferentes segmentos da sociedade”, destaca Rita Serrano. Qualquer pessoa pode encaminhar questões aos candidatos, basta gravar em vídeo e encaminhar via WhatsApp 61 99223-5216.

Sabatinas - Durante as sabatinas de ontem, o candidato Meirelles se posicionou como banqueiro e responsável pelo bom desempenho econômico dos anos Lula, quando esteve à frente do Banco Central, repetindo discurso que já havia feito quando entrevistado na série de entrevistas ocorrida na Faap, em São Paulo. No entanto, ele também teve atuação como ministro da Fazenda do atual governo Temer, mas preferiu atribuir o fraco desempenho econômico e elevado desemprego às incertezas do processo eleitoral deste ano.

Já o candidato do Podemos, Álvaro Dias, abraçou a bandeira da Lava Jato. Defendeu a propriedade privada como algo "intocável" e se exaltou quando questionado sobre a ampla quantidade de seguidores fake em suas redes sociais: os entrevistadores apresentaram estudo realizado pela InternetLab, por meio de métricas desenvolvidas em universidades norte-americanas, que apontou que 60% dos seguidores do político são perfis falsos. "Trabalho na internet há anos, não tenho ideia do que possa ter ocorrido. Não existe isso. Três petistas fizeram esse levantamento com uma amostragem mínima. Sou o mesmo desde sempre. Tenho autoridade para pregar a nova política. Dos candidatos, talvez seja o mais antigo contestador da velha política. Esta eleição é a mais injusta e desonesta", rebateu.

Guilherme Boulos, por sua vez, se apresentou como um candidato que está no pleito para "plantar uma semente, mesmo que possa ser colhida mais adiante". Ele falou sobre sua origem no movimento social, como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e disse que, se eleito, trabalhará instrumentos de democracia direta e aproximará o povo do poder, deixando de lado as negociatas entre partidos. "Eleições têm que despertar esperança nas pessoas. Sou candidato para falar o que ninguém fala. Não vou negociar direito de mulheres com bancada fundamentalista. Não vou negociar reforma agrária com bancada ruralista", enfatizou.

Boulos também defendeu a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril após decisão de segunda instância em processo relacionado à Operação Lava Jato. "Lula foi preso sem apresentação de prova material, só com base em delações, em fuxicos. Sem transparência de como foi obtido. Enquanto Lula está preso, Temer está solto cheio de provas. Aécio Neves está em campanha para deputado federal depois até de dizer que ia matar o primo. Quando a Justiça escolhe quem preserva e quem condena, sou contra", afirmou.

 

Redação, com informações da RdB

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