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Versão impressa do livro O Futuro é Público é lançada em evento no Senado Federal

Por: Aline Rossi14/06/2022 10:52

Obra é instrumento para combater a narrativa das privatizações. Audiência terminou com chamamento público para ato, nesta terça-feira (14), em São Paulo, contra a entrega da Eletrobras

 

A versão impressa do livro O Futuro é Público foi lançada nesta segunda-feira (13), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. A obra revela que mais de 1,4 mil serviços foram reestatizados no mundo todo porque a administração privada se mostrou problemática e ineficaz.

O livro é gratuito e a versão digital está disponível em: http://www.comiteempresaspublicas.com.br/portal/comite-empresas-publicas/noticias/versao-em-portugues-do-livro-o-futuro-e-publico-sera-distribuida-virtualmente.htm

A versão em português conta com artigo de Rita Serrano, intitulado: Estado pós-pandemia e Empresas Públicas no Brasil.

De iniciativa do senador Paulo Paim (PT/RS), o evento contou com os seguintes debatedores:

- Rita Serrano - Coordenadora do Comitê em Defesa das Empresas Públicas e Conselheira eleita para o Conselho de Administração (CA) da Caixa;

- Deyvid Bacelar - Presidente da FUP;

- Sergio Takemoto - Presidente da Fenae;

- Marcus Vinicius Sidoruk Vidal - Presidente do SINPAF;

- Luiz Alberto dos Santos - DIAP - Consultor indicado pelo DIAP, assessor Jurídico do Comitê em Defesa das Empresas Públicas e Doutor em Ciências Sociais.

A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) e a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também participaram da audiência.

Quem quiser ver ou mesmo rever a audiência pública, basta acessar a página do Facebook do Comitê em Defesa das Empresas Públicas ou os perfis oficiais da TV Senado nas redes sociais.

O Futuro é Público é uma iniciativa do Comitê em Defesa das Empresas Estatais e da FENAE.

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Audiência

Ao abrir o debate, Rita Serrano lembrou que a campanha “Se é público é para todos” existe há seis anos. Durante sua fala, a coordenadora fez um panorama da situação atual, lembrou dos diversos ataques que as estatais estão sofrendo e explicou: 

“O que é público é para todos; o que é privado é para quem consegue pagar. É momento de repensar e trazer dados concretos para discutirmos dentro do Congresso Nacional e junto à população. Precisamos dialogar com a sociedade para esclarecer que o patrimônio público não pode ser destruído”, afirmou.

O diretor-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, afirmou que o governo Bolsonaro tem promovido um ataque às empresas públicas nacionais. “O poder Executivo tem procurado retirar da Caixa seu papel social, a fim de que a empresa perca relevância perante a sociedade. Temos que combater”, disse.

Já o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, disse que o debate ocorreu em momento adequado, devido às intenções do governo federal de intensificar as privatizações no Brasil. “Se algum projeto de lei aparecer na Câmara dos Deputados e Deputadas para privatização total da Petrobrás, o governo enfrentará a maior greve da categoria petroleira e com o apoio da sociedade brasileira, que não aguenta mais ver preços exorbitantes por conta da privatizações as escusas do governo Bolsonaro”.

“Esse livro é um marco teórico. Aqui se tem provas teóricas de que isso é uma tendencia hoje.  O que estamos vendo hoje são diversas formas de ataques. Queremos uma Embrapa pública, democrática e inclusiva na sua essência. Tenho certeza de que vamos retomar isso a partir das eleições desse ano”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF), Marcus Vinicius Sidoruk Vidal.

Fabiola Antezena (STIU-DF) fez uma defesa da Eletrobras. “Só temos a lamentar que a população vai pagar essa conta. Quase 56% da população se manifesta contra a privatização da Eletrobras. A privatização vem na contramão do mundo em um momento em que se anuncia uma crise energética e se anuncia a importância das empresas estatais para combater essa crise e os efeitos climáticos extremos que já estamos vivenciando”, afirmou a Coordenadora Do Coletivo Nacional Dos Eletricitários (CNE).

“O sistema rodoviário é capitalista, a única coisa que ele quer é o lucro. O que a gente pede é esse olhar para as empresas que são dependentes, que precisam de fato ser apoiadas e ajudadas. A gente serve lá na ponta, onde o trabalhador quer trabalhar e não tem dinheiro para pagar a passagem”, contou a presidente da FENAMETRO, Alda Santos.

Para o diretor do Sindicato dos bancários de Goiás, Willian Lousada, esse momento que vivemos é duro e exige luta. “Mas tenho certeza de que temos grandes lutadores. A divulgação desse livro é extremamente importante porque tem o povo brasileiro que é enganado pela mídia. Precisamos das empresas públicas para fazer o resgate da soberania e igualdade social”, afirmou.

O assessor jurídico do Comitê, Luiz dos Santos, explicou que vender estatais reduz o controle social e o acesso das pessoas a serviços que devem ser universalizados. “É hora de exigir a propriedade pública democrática em todos os níveis e exigir o acesso universal a serviços públicos, para que todas as pessoas possam levar uma vida digna e próspera”.

Ato em defesa da Eletrobras
Ao final da audiência, Fabíola Antezano fez um convite:

Amanhã, quarta-feira, dia 14 de junho, toda a sociedade está convidada a participar do ato em defesa da Eletrobras, contra a privatização da empresa. O movimento aconteceu em frente a Bolsa de Valores, em São Paulo, a partir das 9h.

“É urgente impedir esse retrocesso. Precisamos unir forças e lutar contra o desmonte da maior estatal elétrica da América Latina”.

 

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