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Debate sobre o balanço da Caixa mostra sua importância para o País

Por: Imprensa16/04/2021 15:46

Evento faz parte da semana de análises organizada pela Contraf-CUT e pela Fenae; hoje (16) o foco é no Banco Central

 

O balanço da Caixa de 2020 foi analisado na noite da última quarta-feira (14) em seus aspectos econômicos e políticos, dentro da série de debates sobre balanços de bancos públicos promovida pela Fenae e Contraf-CUT. Hoje às 19h é a vez do Banco Central (veja abaixo).

No evento sobre a Caixa participaram Sérgio Lisboa, pelo Dieese, Jair Ferreira (Fenae), a economista Regina Camargos e a coordenadora do comitê nacional em defesa das empresas públicas e representante dos empregados no conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.

A apresentação do balanço coube ao representante do Dieese. Já o diretor de Formação da Fenae revelou que esse trabalho feito pelas entidades são desdobramentos dos cursos de formação de bancos públicos. “Este tipo de iniciativa deve ser repercutido em todos os estados, para cada vez mais abrangermos mais gente”, afirmou Jair.

Rita Serrano, por sua vez, destacou a importância da análise, pois a Caixa mudou drasticamente nos últimos anos. “É fundamental a gente se atualizar, sabermos de qual banco estamos falando hoje”. Para ela, o balanço mostra qual a intenção do controlador do banco e qual o papel que o banco terá nos próximos anos. As devoluções dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) são um exemplo.

O IHCD é um tipo de contrato de empréstimo para reforçar o capital das instituições financeiras. Entre 2007 e 2013 a Caixa realizou seis contratos de IHCD junto ao Tesouro Nacional para permitir a ampliação da oferta de crédito, a diminuição da taxa de juros e o aumento da capacidade do banco em investimentos na habitação, saneamento, infraestrutura, entre outros.

Segundo Rita essas operações são benéficas para os dois lados porque o banco utiliza o recurso como capital para investimentos e o Tesouro recebe juros e correção em alguns contratos. “Esses contratos foram feitos com objetivo definido. No caso da Caixa, tem um contrato destinado a investimentos em habitação social e outro em saneamento. Então foram usados para capitalizar os bancos para investirem no desenvolvimento do País”, explicou.

A Caixa já devolveu R$ 11,35 bilhões de um total de R$ 40 bilhões. Na semana passada, a Caixa aprovou a devolução do restante – cerca de R$ 33 bilhões (somados aos juros e correção previstos em alguns contratos), após o Tribunal de Contas da União solicitar um calendário de restituição do dinheiro. “O patrimônio da Caixa em 2020 estava na ordem de R$ 92 bilhões; portanto, nós estamos falando que 1/3 do patrimônio do banco será retirado em poucos anos”, alerta a conselheira, ao informar que votou contra todas as decisões de devolução do recurso.

É importante lembrar que IHCD não tem data de vencimento, portanto, a direção da Caixa não tem a obrigação de antecipar a devolução destes recursos, que são essenciais para fomentar investimentos no país. Entretanto, a intenção do presidente do banco, Pedro Guimarães, é devolver os IHCDs com o valor da venda de subsidiárias ainda neste ano. A primeira já tem data marcada – a abertura de capital da Caixa Seguridade está programada para acontecer já no dia 29 deste mês.

A conselheira destacou ainda outro ponto importante o balanço, a atuação dos empregados do banco. “Todo o resultado que vimos hoje é fruto do principal patrimônio da Caixa, que são os trabalhadores. Isso ficou claro durante o último ano, quando mesmo em meio a uma pandemia, os empregados arriscaram as suas vidas para atender toda a população, com o pagamento dos benefícios sociais. Isso ficou claro no balanço do banco.”

Veja mais sobre o assunto no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=zCpu9QVekWE

Para a economista Regina Coeli Moreira Camargos fica claro que há estratégia e uma estratégia de desmonte na Caixa. Entre 2010 e 2015, a receita era com operações e acompanhou o crescimento da carteira comercial de clientes, o que incomodou em muito quem antes dominava esta seara, os bancos privados. “Até por isso eles foram um dos principais financiadores do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Isso certamente influenciou nos rumos que foram implementados pela empresa no pós-golpe.”

Regina batizou a estratégia da gestão atual de 3D: descapitalizar, desinvestir, para desavalavancar. “Qual é o papel do banco? É alavancar a população. O crédito é a alavanca da economia. E quem tem condição de fazer isso numa economia igual a nossa? É o banco público. Isso porque tem a capitalização frequente do tesouro público. Os bancos privados não têm essa fonte de capitalização. O banco público tem uma fonte extra de capitalização, que é o tesouro nacional, que são o controlador do banco”, explicou.

Hoje é a vez do Banco Central – Ontem (15) também foram apresentados os números do Banco do Brasil, e nesta sexta o debate prossegue, agora sobre a autonomia do Banco Central, com a participação do deputado federal Pedro Uczai (PT/SC - que coordena os debates sobre a reforma do sistema financeiro em seu partido), do economista Sérgio Mendonça, da presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, e do presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Confira:
Debate sobre a autonomia do Banco Central – 19h – no Youtube e Facebook da Fenae
Mediadora:
Lis Jannuzzi Weingartner – Jornalista da Fenae
Convidados:
Pedro Uczai – Deputado Federal PT SC
Juvandia Moreira Leite – Presidenta da Contraf-CUT
Sérgio Hiroshi Takemoto – Presidente da Fenae
Sérgio Mendonça – Economista e diretor do Reconta Aí

Fonte: Contraf-CUT

 

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