Selecione Layout

Padrão de fundo

  • #
  • #
  • #
  • #
  • #
  • #
  • #
  • #

Cor

#

Em defesa da Casa da Moeda e demais empresas públicas

Por: Imprensa17/01/20 13:08

Política privatista do governo quer criar o caos no País, mas trabalhadores de várias categorias reagem

Os trabalhadores da Casa da Moeda do Brasil, empresa pública responsável pela produção de dinheiro, passaportes e selos oficiais, têm assembleia marcada para amanhã, 16. O encontro da categoria acontece poucos dias após a ocupação no prédio da administração da empresa, no último dia 10, e a paralisação de atividades na fábrica da instituição em Santa Cruz, zona oeste do Rio.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Moedeiros, Roni Oliveira, a categoria segue mobilizada, mas não está em greve. Os protestos ocorridos são contra a privatização da empresa, o que tiraria da Casa da Moeda a exclusividade na produção de cédulas, moedas, passaportes, selos postais e selos fiscais. E a assembleia terá como pauta o acordo coletivo de 2020 (incluindo questões a manutenção de cláusulas sociais do ACT do ano passado, como plano de saúde e auxílio-transporte), além, é claro, das ameaças privatistas e de demissão.

A Casa da Moeda do Brasil está entre as antigas empresas públicas do País, pois foi fundada em 8 de março de 1694, no Brasil Colonial. Atualmente tem capacidade instalada para produzir aproximadamente 2,6 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano, assegurando autossuficiência para a produção nacional. “É mais uma iniciativa desse governo contra o Brasil e sua soberania, penalizando trabalhadores da empresa pública e toda a sociedade brasileira”, afirma a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano.

Outros ataques - A semana em curso traz ainda ataques a outras empresas públicas do País motivados pela política de privatização do governo. Na terça, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica de fertilizantes nitrogenados (Fafen) em Araucária, no Paraná, demitindo mil trabalhadores. Nos Correios, foi divulgado que a privatização acabaria com o emprego de cerca de 40 mil trabalhadores – eles também fazem assembleia entre hoje e amanhã e podem entrar em greve. Já na Dataprev a demissão de 493 funcionários que trabalham em 20 unidades regionais da empresa (que serão fechadas, evidenciando a intenção de desmonte para privatizar) amplia a precariedade dos serviços no INSS, que já estava tumultuado pelas mudanças na Previdência e deverá contratar 7 mil militares da reserva para tentar suprir a demanda.

“Há um estado de caos promovido pelo governo para tentar forçar a privatização e acabar com os direitos dos trabalhadores. Mais do que nunca precisamos estar mobilizados para responder com a mesma rapidez desses ataques”, destaca a coordenadora do comitê.

 

Entre em

Contato