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Nota de apoio ao dirigente sindical Deyvid Bacelar e à categoria petroleira

Por: Imprensa09/04/21 13:52

Representante da FUP foi punido arbitrariamente pela Petrobras, em desrespeito à liberdade sindical

Nota de apoio ao dirigente sindical Deyvid Bacelar e à categoria petroleira

Representante da FUP foi punido arbitrariamente pela Petrobras, em desrespeito à liberdade sindical

O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas apoia e se solidariza com o dirigente sindical petroleiro Deyvid Bacelar que, de forma arbitrária, foi punido pela Petrobras no último dia 5 com suspensão disciplinar de 29 dias. Ele está no exercício legal de seu mandato sindical e a punição, feita por intermédio da gerência geral da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), viola convenções da OIT, configura perseguição e objetiva intimidar a categoria petroleira, que até a semana passada estava em greve na Bahia.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) já divulgou nota repudiando a atitude da empresa e poderá ingressar com ações judiciais para o cancelamento da punição, além de manter como pauta prioritária no reinício das negociações a suspensão desta medida arbitrária. A greve na Bahia, que já durava 30 dias, foi suspensa justamente porque a empresa enviou ofício informando que estava disposta a voltar à “agenda de reuniões que vinha sendo conduzida” e a discutir questões como o “tratamento dos dias de greve e da parada de manutenção da RLAM”. Mas, poucos dias depois, comunicou o diretor sobre a suspensão disciplinar.

“A liberdade sindical é um direito e deve ser respeitada. Por isso, repudiamos a atitude da empresa e reiteramos nosso apoio ao diretor sindical e à luta da categoria petroleira”, afirma a coordenadora do comitê, Rita Serrano. Várias outras entidades também demonstraram solidariedade ao dirigente da FUP. Ele destacou que a suspensão foi aplicada num momento em que a FUP denuncia o uso de informações privilegiadas para benefícios pessoal pelo ex-diretor executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Cláudio Costa, demitido em março passado, além do processo de privatização da RLAM, negociada com o fundo árabe Mubadala, de Abu Dhabi (Emirados Árabes), por um terço do valor de referência definido pela própria Petrobras.

A expectativa da federação é que a nova direção da empresa, que será comandada a partir da próxima assembleia geral de acionistas, marcada para 12 de abril, pelo general Joaquim Silva e Luna, adote uma postura de maior respeito com as organizações sindicais.

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