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Se perderem direitos, petroleiros vão à greve

Por: Imprensa29/11/17 11:06

Decisão foi tirada em assembleia e Petrobras prorrogou acordo; categoria deve realizar manifestações nesta quinta, 30

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apresentou na segunda, 27, o resultado das assembleias da categoria à Petrobras. Os trabalhadores aprovaram como exigência a renovação do acordo coletivo (ACT) e, como ponto inegociável, nenhuma perda de direito. Todas as bases de terra e 43 unidades marítimas da estatal na Bacia de Campos aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado se houver perda de direitos.

 

De acordo com a FUP, na terça, 28, a estatal comunicou oficialmente a prorrogação do acordo coletivo até 31 de dezembro. “Mais do que nunca, é fundamental que os petroleiros participem ativamente das mobilizações do dia 30 de novembro (amanhã), aumentando a pressão sobre os gestores da Petrobras”, destaca nota da entidade.

 

Para esta quinta está programada série de atos e manifestações da categoria em sindicatos e áreas de operação contra a possibilidade de perda de direitos. “A disposição de luta dos trabalhadores é que apontará o tamanho do acordo coletivo. Para preservar na íntegra as conquistas da categoria é preciso que os petroleiros deixem claro que, com retirada de direitos, não há acordo”, afirma a FUP.

Estrangeiros - Deputados de partidos da oposição e representantes de trabalhadores das indústrias de petróleo se mobilizam nesta semana para tentar impedir a votação ou rejeitar a Medida Provisória (MP) 795/2017, que propõe redução de tributos a empresas envolvidas nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural. A medida é considerada um grande pacote de bondades para empresas internacionais, além de poder levar ao desemprego milhões de trabalhadores e conceder renúncias fiscais da ordem de R$ 1 trilhão para as petrolíferas nos próximos 20 anos – ou seja, R$ 50 bilhões por ano.

Para a oposição essa MP é em mais uma iniciativa para entrega do patrimônio nacional às empresas estrangeiras. Já os aliados de Temer tentam fechar um acordo para garantir a votação da matéria até o próximo dia 15 de dezembro.

 

Fontes: FUP, RBA

 

Foto: SindipetroNF/Divulgação

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